Ontem ministro da fazenda Guido Mantega anunciou o que antecipei em agosto sobre o fiel da balança ser a china, se ela crescer menos o Brasil sofrera as conseqüências principalmente nas exportações de commodities.
A globalização transformou as economias em um emaranhado de caminhos comunicantes onde uma possível quebra da Grécia, cujo comercio com o Brasil é ínfimo, afeta imediatamente a bolsa brasileira e em seguida queda do dólar frente ao real em função da grande entrada da moeda americana fugindo do risco europeu. Em paralelo, os bancos europeus atolados em títulos da divida grega, carregam pra baixo as bolsas mundiais inclusive Wall Street, pois as seguradoras americanas garantem parte das carteiras dos bancos europeus. Por outro lado a China, extremamente dependente das exportações, pode ser afetada com redução das importações européias, americanas e ate brasileiras (veja sobretaxa aos carros importados que atingiu principalmente os chineses), isso provocara uma redução mundial na demanda de ferro, soja, milho açúcar, entre outros. Acho que isso que a teoria do Caos em um de seus componentes descrito por Edward Lorenz como efeito borboleta: o bater de asas de uma borboleta em um certo lugar pode provocar um tufão do outro lado do mundo. A pequena economia da Grécia pode provocar uma crise mundial sem precedentes.
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